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Joao Paulo Bispo, Estudante de Direito
Joao Paulo Bispo
Comentário · há 2 anos
Sinceramente, persistem com os sofismas mais rebuscados para falsear um preconceito. Quando saiu a proposta para se retirar da moeda e de salas públicas, apenas, símbolos religiosos, não se presenciou tamanho afã dos espectadores, sem muitas recomendações, sem tantas exaltações pela defesa desta. Nestas ocasiões, que não envolvem nem de perto o tão elevado princípio da proteção da fauna, a balança inacreditavelmente pesa para a senda da liberdade religiosa e para uma suposta preservação cultural. Muito interessante.

Caso fosse a proposta legislativa específica para a proteção dos animais, atentaria, dentro de nosso ordenamento, para os cultos que sacrificam animais de forma equivalente aos campos de concentração de carne bovina, de frango e suína neste país (como os rituais satânicos), não para todo e quaisquer gêneros culturais religiosos. Eliminaria, também, inúmeros outros preceitos passíveis de infringir a vedação à "práticas que coloquem em risco a função ecológica da fauna ou da flora, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade".

Comparação totalmente esdrúxula com a "briga de galo". Ato claramente pautado na mera força da palavras, não havendo quaisquer liames jurídico-sociais com o caso enfrentado. O ato de incitar animais à briga por mero deleite dos demais, loucos pela insanidade da agressividade e da atração das apostas, quando não possuía cunho eminentemente econômico, tinha claro sabor pérfido. O sacrifício de animais em cultos africanos tem por fim a adoração a divindades e, em sua gritante maioria, envolve o consumo do animal, após o desfecho dos tratos rituais.

É comum neste país o uso de pequenas e esparsas passagens de textos para forjar argumentos fracos. Ora, se realmente todas estas concepções de proteção aos animais exalam esse odor moralista, porque possuímos uma famigerada cultura de churrascarias e matadouros de gado (em todos os meus comentários deixei firme o exemplo de que inúmeros bois têm seu couro retirado, no processo de abate, ainda vivos, muitas vezes, conscientes)? Porque não são vedados todos e quaisquer insumos, desde medicamentos a remédios que se utilizam de animais? Porque, em inúmeras ocasiões, o próprio Estado chancela a decisão de "eutanásia" de animais nos centros de adoção ou quando soltos na cidade ?

Ora, mera alegação de controle demográfico e de saúde sanitária, pautada na possibilidade, na potencialidade, em inferências abstratas de proliferação de doenças, como se o próprio homem não fosse o principal responsável por essa proliferação, não seria suficiente para abater animais, em sua maioria jogados nas ruas, caso considerássemos apenas o que dito neste artigo. Entretanto, a CF, "inacreditavelmente" (ironia), bem como a legislação infraconstitucional, chancela inúmeros destes atos, pautados no conhecido poder de polícia.

É muito lindo todo este trabalho argumentativo, forjado longe de todos aqueles que se deleitam em produtos derivados do leite e da vitela assada do final de semana, utilizam cosméticos testados animais, ingerem medicamentos que propiciaram a morte de inúmeros destes, sujeitam-se a procedimentos cirúrgicos desenvolvidos e continuamente lecionados com o uso da morte da fauna, praticam a caça, não respeitam a vida adversa, matam, ainda que longe de suas casas, em ambiente público aberto, como ruas e bueiros, ratos, baratas e pombos, e se utilizam do couro em suas diversas formas, do sapato ao banco do carona. Realmente, Estado da proteção PROPORCIONAL, RAZOÁVEL e LÓGICA (HAHA), deve impedir todos estes Cultos, que infligem mais dor do que quaisquer das hipóteses citadas.
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